Bom, o assunto das graduações feitas às crianças, parece à partida, algo despropositado e/ou sem nexo. Parece digo eu, mas…
Sensei Lezon, agradeço muito sua participação. Mas não acho que seja um tema "despropositado e/ou sem nexo". Acho um assunto deveras polêmico e controverso, sim.
Acredito ser extremamente necessário haver uma reflexão atual sobre o assunto. Tem pessoas pelo mundo a fora destruindo o Karate. E penso que as graduações concedidas (a crianças ou adultos) tenham boa contribuição no caos qeu vivemos. E com essas graduações loucas e descabidas qeu acontecem constantemente, a tendência é cada vez mais piorar.
Mas vamos continuar...
Sim, mas qual a razão plausível que se possa apontar para justificar que as graduações não se façam? Mas a graduação de faixa o que é? O que significa?
Não sei dizer ao certo, embora já tenha citado vários pontos contrários a graduação de crianças.
Eu diria, que não é que o pivetinho não possa ser graduado, a questão é "que graduações podem ser dadas?" Até onde é correto graduar os pequenos?
Eu fico/tenho pensado muito nisso.
Meus amigos, eu não sou e nem quero ser o detentor da verdade, apenas quero exprimir a minha forma de ver o assunto em questão. Para isso lembro que tudo que a graduação representa e significa para um adulto, porque razão não deve ser aplicada às crianças, com as relativas diferenças, claro?
É nesse ponto que eu tô batendo e ninguém tá me entendendo. Parece consenso que "devem ser respeitas as diferenças", "dadas as devidas proporções". Se eles vão ser faixas roxa, marrom, preta, 5º dan e sei lá mais o que, porém com ressalvas. Então ele não era para ser, ou não é o que aparentemente é. (não sei estou me fazendo entender... como sempre, devo não estar...). assim, resumindo então ele não tem capacidade pra ser aquilo. Certo?
Vou citar um exemplo, tirando do âmbito marcial.
As pessoas normalmente entram na faculdade ao final da adolescência, na juventude ou quando já são "pessoas formadas" e até depois de velhos.
Mas no entanto quando aparecem aqueles pentelhinhos super-dotados, e que aos 10 anos prestam prova pro vestibular e passam e se por acaso forem aceitos na faculdade (tem isso também.. as vezes são barrados pela idade)... quando eles ingressam no curso, eles só vão ser aprovados se passarem nas provas igual a todo mundo. Não tem essa de "respeitar as diferenças" por que ele é novinho, superdotado, bonitinho e loirinho dos olhos azuis, coisa fofa, guti-guti.
Aí entra a questão, voltando a graduação dos 'di-menor'. Até onde é justo e honesto graduar os pequenos?
Até onde e o que é correto cobrar deles?
(penso ser essa uma questão muito complexa)
Neste fórum surgiu há dias um vídeo com duas crianças fazendo exame para faixa preta e que fizeram inveja a muitos adultos. Reprová-los ou não lhes fazer exames é que seria um reprovação e uma negação total. E tal como o Sensei Pedro afirmou, não há razões para as crianças não possam ser graduadas.
Pois é! Lembro muito bem desse vídeo! Aqueles duas criancinhas monstros, extraterrestres, de outro mundo... aqueles Mini-Mi (lembra do Austin Powers? rrsrsr) de karate-gi!
E se não me engano foi justamente a partir daquele vídeo que eu comecei a me questionar com ainda mais força, com violência brutal.
Aquelas crianças alí estão mais que capacitadas (com base no vídeo e contando qeu não seja montagem) e mostraram isso. esses dalí, usando a analogia acima, são os "superdotados".
Mas vamos ser sinceros: quantas crianças vocês conhecem que treinam karate com tamanha seriedade e dedicação e kime? Quantas vocês já viram assim? (se tiveram algumas qeu vocÊs tÊm conhecimento, filmem e postem aqui pra gente ver!)
Hai! Oss!