Autor Tópico: CREONTAGEM E "QUAL KARATÊ VOCÊ DESEJA?"  (Lida 4180 vezes)

Offline BigBoy

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CREONTAGEM E "QUAL KARATÊ VOCÊ DESEJA?"
« Online: Agosto 01, 2010, 13:08:10 »
Pessoas,

   Jonery foi um ex-aluno de sensei Aldo Lubes. Exponho-lhes um texto retirado
do site que representa a academia dele para lermos a narração, segundo Jonery,
da História do Karatê.
   
   Bom... quem se desliga de uma academia, depois de graduado e vai para outra,
é normalmente tido, pelo menos era antigamente, como creonte. Pra quem não sabe
o que é o termo, seguem dois links:
   1) http://forum.portaldovt.com.br/forum/index.php?showtopic=101083 : neste link
há entrevistas, opiniões de pessoas de fóruns como nós, etc. Das pessoas que
escrevem, há destaque para duas: uma é o Marcelo Andrade, atual comentarista do
Canal Combate, que atendia sob o nick de "Karaev", que narra um texto que
classifico-o como extremamente inteligente sobre o assunto, em tratando-se de
tempos modernos; e outro forumzeiro, "Dano Cardoso", que comenta
a respeito do hoje em dia Juiz e faixa preta do Carlson
Luis Carlos Valois que, segundo ele, "abandonou" a academia para concluir os
requisitos de arbitragem, deixando, segundo ele, alguém desqualificado para
dar continuidade às aulas.
   2) http://passandoaguarda.wordpress.com/2010/02/05/creonte-no-jiu-jitsusaiba-como-surgiu-eta-expressao/
que também tenta dar uma definição sobre o termo.

     Como todos os velhacos estão enjoados de lerem sobre a história do karatê,
poderia surgir a pergunta: "Pra quê um post sobre isto, depois de tanta coisa
já ter sido escrita?" Minha resposta é outra pergunta: "Estaria o autor do
texto tendo a intenção de mostrar que muita gente fêz a mesma coisa que ele?"

   Uma coisa interessante e digna de se pensar é o que o texto ao final propõe:
"qual karatê o senhor deseja?". E nesse aspecto, eu sou obrigado a concordar
com Jonery.

SEGUE O TEXTO:

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
http://www.yobukan.com.br/karate/asorigensdokarate.html

Esta história é para que os praticantes do Karate Yobukan saibam de onde “viemos”:

•  Índia (lutas indianas); China (lutas indianas, Dang-Su, Wu-Shu Kung-Fu, Pa-Kua com movimentos circulares, Tai-Chi-Chuan com movimentos lentos, Hsing-Yi e outras); na Coréia (Wan-Ra lutas chinesas, Wan-Ra-Do e Tae-Kwon-Do); no Japão (Jiu-Jitsu lutas chinesas, Kendo esgrima, Judo suave, Aikido energia, Kyudo arco, Iaido esgrima, Karate e outras).

•  Há mais ou menos 3000 anos na Índia havia lutas em forma de dança e no Egito havia técnicas parecidas com jiu-jitsu, há uns 2000 anos na Pérsia e no Japão também havia lutas parecidas com jiu-jitsu e há uns 1500 anos na China havia o Dang-Su;

•  As formas de auto-defesa são tão antigas quanto o próprio homem que sempre precisou defender-se e caçar para a sua sobrevivência; primeiro com paus e pedras, depois com arco, flecha, lança e foi desenvolvendo técnicas para o uso das armas, enfim o homem descobriu que poderia desenvolver-se melhor conhecendo a si mesmo, o adversário (tanto o homem quanto o animal), a natureza etc...

•  Antes de Cristo havia na Índia Pranayamas (expansão da bioenergia através de técnicas respiratórias), Shiva (nome do bailarino) Nataraja (rei dos bailarinos) Nyasa (identificação com as técnicas do seu professor) e Vajramusht (vajra=raio e musht=soco).

•  O “Do” provém de “Tao” que significa caminho. O Taoísmo baseia-se no “Tao Te King” (Livro do Caminho Perfeito) atribuído a Lao Tse (571-479 a.C.) e é uma das principais correntes filosóficas da China.

•  Outra corrente fundamental do Oriente é o Budismo introduzido por Sidharta Gautama (622 a.C.) nascido no norte da Índia e conhecido por Buda.

•  Bodhidarma (?470-543?), budista indiano, viajou até o mosteiro de Shaolin na província de Honan, onde introduz, em 520, o Budismo Zen; os primeiros traços do Tai-Chi-Chuan aparecem em Chenjiagou, no condado de Wenxian, província de Henan; no século VI no Tibet havia conhecimento de lutas e na China havia Monges Zen Budistas que praticavam movimentos de lutas para se exercitarem.

•  O Karate e as demais artes marciais atuais têm suas raízes mais remotas nos séculos V e VI antes de Cristo, quando se encontram os primeiros indícios de lutas na Ìndia. Esta luta era chamada “Vajramushti”, cuja tradução aproximada poderia ser “aquele cujo punho cerrado é inflexível”. Através de suas técnicas de luta Chuan-Fa e Nan-Fei-Chun, na China o (Shaolin) Shorinji Kenpo se difundiu, onde ainda continua popular até os dias de hoje. Ele cruzou o mar até (RyuKyu) Okinawa, onde provavelmente se misturou com as formas nativas com as quais mais se assemelhava.

•  Ryukyu (Okinawa), arquipélago situado a sudoeste do Japão e muito próximo do extremo norte de Taiwan, foi desde cedo terreno de disputas entre chineses e japoneses; no século VII o arquipélago Ryukyu foi invadido pelos chineses e até o século XIII esteve envolvido em guerra civil e no século XII em Okinawa já havia o Okinawa-Te; o rei Sho Hashi (1372-1439) conseguiu a unificação dos três reinos do território Ryukyu e instalou uma paz que durou dois séculos; uma das medidas impostas foi a proibição do uso de armas pelas classes inferiores e desde o século XIV os habitantes do arquipélago tiveram que prestar tributo à China.

•  Em 1609 o arquipélago foi atacado pelos japoneses do clã Shimazu, que já dominava Kyushu e que também passou a exigir tributo aos ilhéus, esta situação de duplo tributo à China e ao Japão prolongou-se até o século XIX; os Shimazu renovaram a proibição do uso de armas, desta vez à população em geral.

•  Desde 1609 até 1868, início do período Meiji, foi reforçada a ligação ao continente, nomeadamente à província chinesa de Fujian, onde floresciam os métodos de lutas chinesas normalmente disignadas por Kenpo (método dos punhos); no arquipélago tais métodos eram conhecidos por To-De.

•  Qualquer desses métodos era ensinado em absoluto segredo de mestre para discípulo.

•  Foi Itosu o responsável pela introdução da arte nas escolas públicas de Okinawa. Shuri-te foi o precursor dos estilos japoneses que eventualmente vieram a se chamar Shotokan , Shito Ryu e Isshin Ryu. Naha-te tornou-se popular devido aos esforços de Kanryo Higaonna (1852-1916). O principal professor de Higaonna foi Seisho Arakaki (1840-1920) e seu mais famoso aluno foi Chojun Miyagi (1888-1953). Miyagi também foi à China para estudar e mais tarde desenvolveu o estilo conhecido hoje por Goju Ryu. Tomari-te foi desenvolvido juntamente por Kosaku Matsumora (1829-1898) e Kosaku Oyadomari (1831-1905). Matsumora ensinou Chokki Motobu (1871-1944) e Oyadomari ensinou Chotoku Kyan (1870-1945) – dois dos mais famosos professores da época. Até então Tomari-te era largamente ensinado e influenciou tanto o Shuri-te como o Naha-te.

•  Shintaro Ogawa, recomendou ao Ministro da Educação para ser incluído na educação física (programa) da First Public High School of Okinawa Prefecture em 1902;

•  Em 1921, o então Príncipe Herdeiro Hirohito, em viagem para a Europa, fez escala em Okinawa e assistiu uma demonstração de karate, liderada por Funakoshi, e ficou muito impressionado. Por causa disso, no final desse mesmo ano, Funakoshi foi convidado para fazer uma demonstração de karate em Tokyo, numa Exibição Atlética Nacional. Ele aceitou imediatamente. Sua demonstração de kata foi um sucesso.

•  Em 1936 foi fundado o Karate Shotokan e em 1938 quase todos os cultores de Karate-Jutsu haviam modificado para Karate-Do;

•  O progresso técnico do karate se deu entre 1950 e 1960, caracterizando-se pela formação de técnicas, táticas e métodos de treinamento, particulares a cada estilo. A participação de grande número de colégios e universidades em competições de karate-do trouxe um renovado ímpeto para a prática desportiva desta arte e a elevou à nível nacional. No século XX no Japão havia o Karate-Do e em 1958 começa o Karate Esporte...

•  Derivado do To-De e do Okinawa-Te, ao ser introduzido no Japão, com a filosofia japonesa e mudanças feitas por Gichin Funakoshi passou a chamar-se Kara-Te.

•  Cidadãos chineses emigraram para as ilhas de Okinawa e mesclando com as lutas nativas novos sistemas se desenvolveram. O nome genérico dado às formas de luta de Okinawa foi “Te”, que significa “mão”. Haviam três principais núcleos de “Te” em Okinawa. Estes núcleos eram as cidades de Shuri, Naha e Tomari. Conseqüentemente os três estilos básicos tornaram-se conhecidos como Shuri-te , Naha-te e Tomari-te. O primeiro deles, Shuri-te , veio a ser ensinado por Sakugawa (1733-1815), que ensinou >>> Sokon “Bushi” Matsumura (1808-1895), e que por sua vez ensinou >>> Yasutsune Itosu (?Tomari-te?) (1830-1915) e Yoshitsune Azato (1827-1906) que ensinaram >>> Gichin Funakoshi (1868-1957) que ensinou >>> Egami, Hidetaka Nishiyama [Tradicional-EUA], Hironori Ohtsuka [fundou o Wado-Ryu], Kamata, Obata, Yoshitaka (Gigo) Funakoshi [filho] e Masatoshi Nakayama [JKA-NKK] (1913-1987) >>> Enoeda [Escócia], Kanazawa [criou em 1977 a SKI-Inglaterra], Kase [França], Miyazaki [Bélgica], Ochi [Alemanha], Shirai [Itália], Sugimura [Suíça], Taiji Kase [Europa], Hiroshi Shoji [Japão], Teruyuki Okazaki [ISKF- EUA] >>> Juichi Sagara [ASKT-São Paulo-SP-Brasil] (1934-2001) >>> Aldo Lubes [Kodokan-Curitiba-PR-Brasil], Antonio Roberto Espósito (em memória) [Curitiba-PR-Brasil], Edgar Ferraz [CBK-São Paulo-SP-Brasil], Edson Fujinori Nakama [ASKT-ISKF-São Paulo-SP-Brasil], Jonery Henrique dos Santos [Yobukan-Curitiba-PR-Brasil], Júlio Arai [Curitiba-PR-Brasil] e Norio Haritani [Associação Londrinense de Karate-PR-Brasil].

•  Milhares de caratecas da América do Sul treinaram e/ou tiveram a supervisão técnica de Juichi Sagara.

•  Alguns alunos que treinaram com Lubes : Edson Itaru Kaminagakura [UEPG-Ponta Grossa-PR-Brasil], Jonery Henrique dos Santos [Yobukan-Curitiba-PR-Brasil], Jorge Alberto Villas Boas [PUC-Curitiba-PR-Brasil] e Wilton Osório [Porto União-SC-Brasil].

•  Em meados dos anos 70 Julio Arai se desvinculou de Juichi Sagara e passou a ter a supervisão de Okuda [São Paulo-SP-Brasil], recém chegado do Japão. Treinam e/ou treinaram com Arai: Adão Pedroso [Brasil], Gilberto Gaertner [Tradicional-Curitiba-PR-Brasil] e Silvério [CBKS-Curitiba-PR-Brasil].

•  No início dos anos 80 Jonery Henrique dos Santos desvinculou-se de Aldo Lubes e passou a ter a supervisão direta de Juichi Sagara e a pedido dele treinava também com Ricardo Carvalho de Araújo [Londrina-PR-Brasil] que havia recém chegado do Japão onde ficara por 5 anos treinando na Universidade Takudai onde foi Bi-Campeão Universitário, título inédito para um não japonês.

•  No começo dos anos 80 vieram treinar com Jonery: Rui Marçal e Maria Cristina Kosinski (em memória) que treinavam com Espósito; Adão Pedroso, que havia treinado com Arai e Lubes, para onde voltou após um período; Jesomir Uba Filho, Kaminagakura e Villas Boas que haviam treinado com Lubes.

•  Em meados dos anos 80 Villas Boas se desvinculou de Jonery e passou a treinar somente com Ricardo Carvalho. Nos anos 90 Ricardo Carvalho voltou a morar no Japão.

•  Alguns alunos que treinam e/ou treinaram com Norio Haritani: Rubens Cauduro, Koken, Luiz da Silveira, Maeda, Mário Okuyama (em memória) e Paulo Tadeu Machado.

•  Instrutores que treinam com Jonery [Yobukan-Brasil]: Carlos Alberto Pachaly [CMP-Curitiba-PR-Brasil], Celso Pereira Soares [Paraná Clube-Curitiba-PR-Brasil], Cristiano Koerbel do Livramento [CMP-Curitiba-PR-Brasil], Edson Itaru Kaminagakura [Brasil], Henrique César da Rosa Benites [Clube Duque de Caxias-Curitiba-PR-Brasil], José Geraldo Barcellos Filho [Escola Municipal Albert Schweitzer-Curitiba-PR-Brasil], Keith Mary Sato [CMP-Curitiba-PR-Brasil], Luciana Toledo Soares [Paraná Clube-Curitiba-Brasil], Márcio Cassab de Lacerda [Brasil], Marco Antonio dos Santos Ferreira [Brasil], Mário Ronei Bento [Academia Águas Claras-Goioerê-PR-Brasil], Osvalter Urbinati Filho [CMP-Curitiba-PR-Brasil], Pedro Henrique Recchia dos Santos [CMP-Curitiba-PR-Brasil] e Zito Correa dos Santos [Academia Águas Claras-Moreira Sales-PR-Brasil].

•  Instrutores que treinaram com Jonery [Yobukan-Brasil]: Álvaro Luiz Martins [Brasil] até o começo dos anos 90, Célio Dal Corso Violada [Brasil] até 2004, Celso Grigoletti [Brasil] até 2003, Edir Coelho [Brasil] até o final dos anos 80, Elias Andrade de Jesus [Brasil] até setembro de 1991, Frederice Sanir Pugsley Branco [Brasil] até março de 1991, Jesomir Uba Filho [Brasil] até 2002, João Batista Vianei Cardoso [Brasil] até 1986, João Matos de Jesus [Brasil] até o começo dos anos 90, Jorge Alberto Villas Boas [PUC-Curitiba-PR-Brasil] até meados dos anos 80, Júlio César Bassan [Curitiba-PR-Brasil] até 1991 e de setembro de 1997 até 2002, Luciano Jorge [Águas Claras-Campo Mourão-PR-Brasil] até 2006, Luiz Antonio Bussola [Águas Claras-Goioerê-PR-Brasil] até 2004, Márcio Muniz [México] até 2006, Roney José Alberti [Curitiba-PR-Brasil] até 1999, Rui Francisco Martins Marçal [Brasil] até 2002, Salete Vaz Londre [Brasil] até 2003, Samuel César dos Santos Ferreira [Brasil] até 2002, Sebastião de Souza Neves [Teófilo Otoni-MG-Brasil] até o final dos anos 80 e Valdir Antunes [Rio Negrinho-SC-Brasil] até 1990.

•  Daqui para a frente, creio que já esteja acontecendo, provavelmente haverá mudanças na mecânica dos movimentos e o karate com posições bonitas, com boa postura e com a beleza dos movimentos, talvez mude muito para uma espécie de karate “feio” com técnicas “tortas e sem postura”, isso por causa dos estudos com o uso da aplicação de eletrodos no corpo humano e o computador analisando os fundamentos, os ângulos dos golpes e defesas mais eficazes, enfim... é a Biomecânica... é o futuro...

•  Aí quando vier um interessado em praticar o karate, perguntaremos: Você quer o karate bonito ou o karate “feio”? Você quer o karate esporte... ou o karate defesa pessoal... ou o karate budo... ou... E a escolha será de acordo com o objetivo de cada um.

•  "Quanto mais nos especializamos mais vasto se torna o campo para a aprendizagem. As coisas vão se subdividindo cada vez mais tanto para o micro cosmos quanto para o macro cosmos".


AS ORIGENS DO KARATE
Jonery Henrique dos Santos - www.yobukan.com.br
Professor de Educação Física - CREF 00937-G/PR
Pós-Graduado na Ciência da Musculação e da Preparação Física

Yobukan
Oss

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx


   Logo, meu post, com os subsídios fornecidos, tem dois objetivos:
   a) aguardar dos confrades comentários sobre creontagem;
   b) aguardar, dos mesmos confrades, comentários à seguinte pergunta:
      será que já não é tempo de termos, de uma vez por todas, um grande
      termo denominado "karatê", com "n" derivações, todas consolidadas,
      democraticamente escolhidas, no entanto, sob uma mesma supervisão?
      exemplos: n1: karatê esportivo; n2: karatê budô; n3: "....etc1";
      n4: "...etc2"? Todas derivações úteis e importantes para a sociedade
      atual?

[]'s
BigBoy   

ps: vejam, sou bonzinho, quando bebo somente 750ml de Carbernet Sauvignon
de 14 graus, fico mais reflexivo, mais "zen", do que quando exagero.

Offline Farkatt

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Re:CREONTAGEM E "QUAL KARATÊ VOCÊ DESEJA?"
« Resposta #1 Online: Agosto 01, 2010, 13:51:42 »
A: Quando você abandona a academia e o mestre que sempre te ensinou, por interesse pessoal ou à procura de mais vantagens em outro lugar isso é creontagem, mas quando você descobre que seu "sensei" é uma pessoa sem caráter e está te prejudicando, não é creontagem, é ILUMINAÇÃO... eu fico impressionado com a quantidade de pessoas sem caráter que frequentaram a academia de Kawamura sensei e na primeira dificuldade ou por medo de algum prejuízo devida à política suja que existe aqui em algumas organizações do karate estadual, sumiram, escondem algum relacionamento que possam ter ou mesmo denigrem e vociferem contra o Sensei, que nunca fez mal a ninguém aqui... esses são um exemplo de "creontes"

B: Isso é retórica, pois o problema da organização do karate hoje não é técnico... é MORAL... não adianta nada ter uma organização como essa que você se refere (e como é na França, Portugal, Alemanha e em outros paises) se mantiverem-se no poder o LIXO que são a maioria dos atuais ditadores dirigentes vitalícios... A qualidade da organização do karate é a ÚLTIMA prioridades desses atuais... o desempenho nas falcatruas que imperam no esporte (qualquer esporte), a perpetuação no poder e os ganhos pessoais estão acima de qualquer coisa para esses...

Offline Vinteedois

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Re:CREONTAGEM E "QUAL KARATÊ VOCÊ DESEJA?"
« Resposta #2 Online: Agosto 02, 2010, 12:31:01 »
Ainda não li.. mas vou ler...

(o maior problema, é a questão dos links... é preciso lê-los primeiro pra entermos melhor do que de fato estamos falando.. e eu não consegui parar pra ler... mas está salvo aqui, e em breve tecerei alguns comentários.. ou não)

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Offline Shaolin do Norte

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Re:CREONTAGEM E "QUAL KARATÊ VOCÊ DESEJA?"
« Resposta #3 Online: Agosto 02, 2010, 15:07:00 »
Oss,

Quando me apresentei ao iniciar minhas participações, a 234 posts atrás, contei de onde vim e como comecei a praticar artes marciais. Hoje, mantenho (graças a Deus) com boa freqüência a pratica do karate shotokan e do kung fu sholin Norte, pelo menos 2x por semana um e 2x o outro. Infelizmente, sou engenheiro e pai de família, sendo assim, não posso fazer mais nada, se não ainda estaria praticando JiuJitsu, Kendo, correndo na praia, pedalando pela orla de santos com minha cadela (é o manimal mesmo nda raça Pastor Australianso), jogando tenis, tamboreu, bocha e cuspe a distância...
Sendo assim, minha opinião é que o importante nessa vida, é ser feliz! Ninguém pode ser obrigado a praticar uma determinada “coisa” sem que realmente queira. Se estou treinando a 20 anos tal estilo e de repente me encanto com um outro, vou praticar o outro sim e pronto. “Creontagem”, “trairágem” e qualquer “agem” será na verdade de mim mesmo para comigo se caso eu me mantiver em um lugar que não estou feliz. É como o sujeito que fica casado com uma mulher, sem amor, sem sexo, so com gritaria e discussões em casa... nem eu nem a mulher estaremos felizes o melhor e sair fora enquanto ainda há respeito.

Já pratiquei: JiuJitsu, Full Contact, Wing Chun, Shorin Ryo e Kendo. Só não pratiquei luta dos índios xavantes por que não tem uma TABA por aqui! Pedro Sensei falou que na opinião dele, isso é perda de tempo pois, poderia estar treinando MAIS Karate. Respeito, mas a minha opinião é diferente. Para mim, todo o conhecimento é válido. O que presta, quero aprender o que não presta, saio fora...

Se o ator Hugh Grant largou a gostosa da Elizabeth Hurley para pegar a tchutchuca da Divine Brown, por que não posso mudar minha opinião com um professor (E graças a Deus não tive muitos, na maioria treinei com caras muito bons.)... Só uma coisa nnca muda: UMA VEZ FLAMENGO, SEMPRE FLAMENGO! :D

logo digo-lhe que gosto, religião, política e futebol, não se deiscutem.
 

Elizabeth Hurley
Vs

Divine Brown
« Última modificação: Agosto 02, 2010, 15:17:22 por Shaolin do Norte »
      Gustavo

Offline Vinteedois

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Re:CREONTAGEM E "QUAL KARATÊ VOCÊ DESEJA?"
« Resposta #4 Online: Agosto 02, 2010, 15:08:31 »
Li a $%&! toda.. mas esse assunto é muito complexo...

Quanto a "creontagem" (não conhecia esse termo) bicho, tanto pode ser mal-caratismo do aluno, quanto pode ser também palhaçada do professor.

Tem aluno que se acha, que jura que caga cheiroso, que são os maiorais... e por outro lado, têm professores que se acham deus.

Enfim.. é complicado...

Mas isso é tão comum.. até porque o ser humano no geral tá cada dia que passa cada vez menos fiel, menos honesto, menos retidão de caráter.. enfim...

Ah.. sei lá..

E quanto ao karate, organização e tal... $%&!-se essa $%&! toda...
quem quer treinar karate não precisa de federação nem de organização nenhuma não... basta procurar um professor honesto e treinar...
o resto, é circo.

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Offline Vinteedois

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Re:CREONTAGEM E "QUAL KARATÊ VOCÊ DESEJA?"
« Resposta #5 Online: Agosto 02, 2010, 15:16:55 »
Fala Aê Shaolin, meu camarada!!

Assino embaixo quase tudo que você escreveu. concordo plenamente.. exceto por essa parte aqui, em vermelho:

Se o ator Hugh Grant largou a gostosa da Elizabeth Hurley para pegar a tchutchuca da Divine Brown... gosto, religião, política e futebol, não se deiscutem.

Discute sim... desde que haja bom senso e respeito...

Tudo nessa vida é passível de questionamento.
Nós mesmos temos sempre que nos perguntar e buscar nós mesmos as respostas.. tipo: por que gosto disso? Por que sou dessa religião? Por que fui torcer pra esse time? por que gosto de meninas e não de meninos? Por que a minha vizinha gostosa e peituda não quer me dar? Peido pesa? etc...

Mas é verdade... tem pessoas com as quais não dá pra dialogar mesmo... e aí pra essas você ignora e pronto...

Mas, futebol, política, religião e sexo dos anjos se discute sim... e eu adoro!! rsrsrs

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Offline Shaolin do Norte

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Re:CREONTAGEM E "QUAL KARATÊ VOCÊ DESEJA?"
« Resposta #6 Online: Agosto 02, 2010, 15:25:20 »
Meu irmão 22,

É verdade quando falamos em "discussão" como o ATO de debater um determinado assunto, com respeito e civilidade. Isso é o que eu chamo no que escrevi de conhecimento é válido, algo que me fará crescer, contribuindo com algo de útil. Somente assim, não viro uma "ameba bitolada"! Temos sempre que estar questionando...

O cara largou a gostosa para ficar com o canhão... e aí? O cara tá feliz??? $%&! é explicar o mané que torce para o Vasco........


E quanto ao nome do Karate, Karate para mim é Karate! Pode mudar o nome do estilo, mas é KARATE! Que se $%&! se vou treinar para fazer Kata, Chiay, labaeróbica... é KARATE!

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      Gustavo

Offline BigBoy

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Re:CREONTAGEM E "QUAL KARATÊ VOCÊ DESEJA?"
« Resposta #7 Online: Agosto 03, 2010, 23:05:14 »
Minha visão da creontagem:
 
   Há tempos tínhamos uma espécie de relação mais autárquica em
que pedíamos permissão para treinarmos em outra academia, caso
tivéssemos de nos mudar de cidade ou coisas assim.
   Vi, pessoalmente, alguns professores visitarem o meu mestre
para apresentarem-se com a intenção de ensinarem karatê dentro
do mesmo município que ele.
   Penso que este tempo se foi.
   Penso ainda que a relação, principalmente aquela em que, de
um lado há quem pague e de outro lado quem preste um serviço, é
muito bem mapeada e regulamentada em nosso país. Mesmo tendo
esta visão, nunca vi um aluno de arte marcial chegar ao fim do
mês ou em meio ao mês em vigência pedir seu dinheiro de volta
por sentir-se insatisfeito com a prestação de serviço
contratada. Só uma observação mesmo.
   Em contrapartida...
   Sou professor e tenho meus relacionamentos com alunos também.
Fico pessoalmente muito puto quando apresento a um formando a
idéia de um Trabalho de Conclusão de Curso, "mastigo" a idéia
para o rapaz, forneço-lhe bibliografias e materiais e no frigir
dos ovos, ele cata tudo isso e vai fazer este mesmo TCC com outro
professor "bonzinho" (daqueles bundões que aceitam qualquer
porcaria primeiramente por terem medo de serem mandados embora,
em segundo lugar porque não entendem do assunto técnico e por
último e nem por isso menos importante, querem estar sentados
no banco de "professores homenageados" na cerimônia de
formatura). Tal rapaz não é bobo de fazer o trabalho comigo, pois
saberá que irei cobrar-lhe exatamente os resultados com qualidade
com base no que lhe passei (e tal material ele irá apresentar ao
professor "bonzinho" como sendo coisas que "ele encontrou em suas
pesquisas"). É uma sensação ruim que eu sentia (na época que
lecionava em faculdades particulares. Hoje, na universidade
pública que eu leciono, se um cara faz uma coisa dessas, a gente
arranca a cabeça dele. Isto, no cenário acadêmico, é uma creontagem
penalizada com cadeira elétrica. Depois querem saber porque somos
ENADE 5 enquanto as particulares são ENADE 2...)
    Transferindo minhas vísceras para um professor que esforça-se
no cenário competitivo com técnicas pesquisadas à exaustão e
ensinadas a seus atletas para que tragam bons resultados para a
equipe, proporcionando reputação para o atleta e sua academia,
um rapaz destes, depois de muito treinar com tal professor,
muda, por modismo, por interesses outros, por... qualquer coisa,
para outra equipe e, ao receber títulos atribui a conquista ao
novo professor... isto deve ser frustrante. Mas, infelizmente,
o serviço é contratado é de um profissional que ali está. Não deve
haver emoção a ser externada. Mas, no âmago, a coisa mexe com os
nervos.
    Ainda, comentando minha opinião acerca deste "outro lado":
sinceramente eu respeito bem mais uma academia que tenha no mínimo
dois quadros a se fazer saudação: Funakoshi e o mestre do meu
mestre. Se o kimono do mestre do meu mestre estiver ali pendurado,
todo lanhado, faixa véia toda desbotada, aí mesmo é que vou achá-lo
muuuuiiiito mais $%&! que outros.
    Por isto penso que a creontagem seja um tema polêmico. No
entanto, por nada neste mundo, gostaria de viver como "antigamente",
com esta espécie de "elo carnal" entre aluno e professor. Para mim,
a relação é contratante e contratado.

Minha visão de "qual karatê"
   Gostaria que tivéssemos, sob uma mesma organização, representantes
de todos os "tipos" de karatê: o tradicional, com shiais sem divisão
de peso, sem tatame, sem luvas e sem outros protetores, competições de kata,
shiais com luvas e demais protetores, com divisão por peso, com tatame, competições
de quebramentos e outras formas de manifestações em que o intercâmbio
de conhecimentos, a união e o progresso da arte marcial conseguissem
ser obtidos. Isto tudo o karatê nos proporciona hoje em dia.
   O querer que "as federações se fodam", infelizmente, para mim, dito
por quem é profissional da área, é quase que um ato de covardia. É
idêntico aos tapados que dão risada ao dizerem que votam nulo em todas
as eleições por que ninguém presta. Seria como deixarmos que qualquer
espertalhão decida sobre o meu futuro profissional. É suicídio.
   Minha profissão, futuramente, viverá um inferno em vida por pelegos
terem assumido a gestão de nosso órgão regulamentador. O que fizeram?
Foram comprados pelas instituições de ensino para que "quebrassem" as
ênfases nas quais nos formamos e atuamos profissionalmente. Hoje em dia,
cada diploma, no verso, constará as competências pelas quais nossos
profissionais responderão. O que as escolas particulares ganham com
isso? Nas dezenas de cursos de especialização que poderão a partir de
agora oferecerem, para qualquer bocó, formado em outro curso. Com a
tal competência, poderá competir, mano a mano, conosco. Isso foi um
exemplo de como fomos covardes e fomos ausentes em períodos de votação
e permitimos que tais bandidos aprovassem isto na instância federal.
Vai ver se a OAB deixaria fazer uma coisa dessas...
   Meter a cabeça no buraco, feito avestruz e dizer "não é comigo essa
coisa de federação" é, no meu modo de ver, o único motivo de vivermos
estes absurdos no karatê brasileiro.

Um abraço
BigBoy

Offline Arivaldo

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Re:CREONTAGEM E "QUAL KARATÊ VOCÊ DESEJA?"
« Resposta #8 Online: Agosto 04, 2010, 07:49:31 »
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Meter a cabeça no buraco, feito avestruz e dizer "não é comigo essa
coisa de federação" é, no meu modo de ver, o único motivo de vivermos
estes absurdos no karatê brasileiro.

Olá BigBoy,

Concordo com você em grau e em número.

Ari - Santos/SP

Offline Farkatt

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Re:CREONTAGEM E "QUAL KARATÊ VOCÊ DESEJA?"
« Resposta #9 Online: Agosto 04, 2010, 09:25:13 »
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Meter a cabeça no buraco, feito avestruz e dizer "não é comigo essa
coisa de federação" é, no meu modo de ver, o único motivo de vivermos
estes absurdos no karatê brasileiro.

Olá BigBoy,

Concordo com você em grau e em número.

Ari - Santos/SP

Concordo x 2
sempre falo isso, sempre estou aqui comentando quando isso vem a tona, mesmo sem ter interesse direto (mas com amigos diretamente prejudicados pelas tais "federações" mesmo querendo apenas "treinar seu karate em paz")
mas o brasileiro só toma uma atitude quando a pedra aperta o próprio sapato... enquanto isso "que se f**** os outros, quero mais é treinar meu karate"

Infelizmente existem pessoas que dependem dessa pataquada que é o registro oficial de sua atividade profissional, ou que querem obter algum incentivo público para ampliar um dojo, fazer algum trabalho de resgate social, etc... ou mesmo para quem gosta de esporte e quer se firmar nos eventos esportivos que exigem uma pataquada oficial para os participantes... etc....

minha visao sobre creontagem e minha visão sobre o karate que "eu quero" está exposta acima alguns tópicos, BigBoy...