Autor Tópico: Vídeo - Japão X Brasil  (Lida 5474 vezes)

José Araujo

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Re:Vídeo - Japão X Brasil
« Resposta #15 Online: Setembro 20, 2012, 23:37:06 »
O johannes lutou especialmente bem, se fosse porrada mesmo o Brasil levava essa.

Offline Shodo

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Re: Vídeo - Japão X Brasil
« Resposta #16 Online: Setembro 21, 2012, 10:22:24 »
Bom, em três horas que estive ausente ninguém comentou sobre os combates e a apreciação que eu fiz dos mesmos, bem como da arbitragem, o que eu lamento.

Dizer-se que se fossem outros Karatecas brasileiros teriam sido campeões, isso para além ser de uma subjectividade imensa, é de uma pura demagogia ...

O que está em causa é a realidade do que se passou e não passa daí mesmo. Bom, mas como falei anteriormente de que ia voltar para falar dos aspectos técnicos da arbitragem e do que hoje não se faz, diz também respeito às técnicas utilizadas pelos competidores,pelo que então lá vai...

Como observamos neste vídeo e em muitos outros existentes da época, os combates eram 98% resolvidos por Kizame e Gyakuzukis. Além disso, utilizava-se o sistema do Shobu Ippon, e depois passou-se para o Sanbon que se resumia a 3 Ippons e/ou 6 wazaris. No entanto, em ambas as situações, a arbitragem deparava-se muitas vezes com o problema do que devia ser considerado Ippon e não wazari, e vice versa...Apesar de se definir os critérios para Ippon, sempre houve várias interpretações, pelo que muitas das vezes vimos técnicas que deviam ser consideradas Ippon, tornarem-se em wazars, e o contrário também.

Antigamente também o árbitro parava muitas vezes o combate e ao retomar o seu lugar, anunciava quase sempre "Torimassen". Hoje isso não se faz e, quer uns gostem ou não, foi uma medida muito acertada.Hoje, o combate só se pára para se atribuir ponto, penalização, e /ou se por excesso de tempo em que os Karatecas estejam envolvidos numa acção.

Sobre a pontuação, hoje a vida está totalmente facilitada, essencialmente para os árbitros centrais, em todos os aspectos. Acabou o parecer e agora é somente o ser. Não há meio ponto que era o antigo wazari, nem a arreliadora e controversa antecipação. Tudo está definido e muito bem, o que é um Ippon, um Nihon e um Sanbon.Não há lugar a erros nem dúvidas.

Além disso ainda, os combates deixaram de se resumir a Kizames e Kyakuzis, há muito mais variedade e os melhores mostram porque são melhores. Hoje muitas vezes se assiste a um combate em que um atleta está a ganhar por 2-0, 3-1, ou 7-5, a 2 sg do fim, e acaba por perder por 2-3, 3-4 ou 7-8, respectivamente. Também estar a ganhar por 3-0, 4-1, ou 5-2, a 2 sg do fim, também não é sinónimo de vitória, pois já vi a dar-se o empate e depois a vitória do oponente num Enshossen.

Antigamente isto era impensável!

Hai!!


  Grande Lezon.

Não se sinta ofendido pela falta de comentário sobre a sua anáslise. Acho que ninguem aqui é capacitado para fazer uma analise tão profunda do comportamento dos combates e principalmente do arbrito. Eu mesmo já fiz 3 cursos de arbitragem e não consegui ver com "seus" olhos.