Autor Tópico: Karate no Brasil (um embróglio)  (Lida 253 vezes)

Offline Eros José Sanches

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Karate no Brasil (um embróglio)
« Online: Março 04, 2020, 11:17:38 »
Osu!

Amigos (que saudades do fórum!), estou trabalhando no capítulo do meu livro que aborda a história do Karate-dō no Brasil. Que novela!!!
Sempre o problema de interesses pessoais, super proteção de nomes, medo de retaliação jurídica, personismos... e tudo o mais.

Fica quase impossível confiar nas fontes. Ainda bem que hoje existem muitas teses acadêmicas que são mais confiáveis.

Mas vamos lá, para começar a polêmica.
Olhem essa matéria de jornal que anexei. Alguém sabe de qual jornal é? Qual a data? Conseguem aproximar uma data? Afinal, Sagara-sensei já era Yondan enquando os demais (Sensei Uriu no 3º, e Sensei Tanaka, no 2º) não eram?

O que me dizem?  ??? :-X
"A popularidade internacional alcançada pelo Karate-do é recente, mas essa é uma popularidade que os professores de Karate devem fomentar e usar com grande cuidado" (Gichin Funakoshi, 1956)

Offline Horussokar

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Re:Karate no Brasil (um embróglio)
« Resposta #1 Online: Março 17, 2020, 11:12:29 »
Caro Eros.

Não conheço sua história no Karate-do mas, vejo seu bom interesse. Permita falar algo sobre minha pessoa. Estou no Karate-do Shotokan ativamente (e põe ativo nisso) a 42 anos. Optei neste forum, por usar um pseudônimo para não interferir em minhas atividades diárias e nas relações que mantenho pois, não gosto de me expor desnecessariamente. Durante esse tempo, pude conhecer muitos "mestres" de Karate-do deste País e do exterior, inclusive os japoneses do Brasil e do Japão, em território brasileiro e no estrangeiro.

Posso afirmar com certeza absoluta para ti:

NUNCA SABERÁS A VERDADE!

Tudo que fores publicar terá como base as afirmações pessoais de um e de outro, o que não qualifica ou desqualifica ninguém. A verdade é que não existem documentos e tudo na história do karate-do nacional foi construído, na maioria das vezes, no culto à personalidade de alguns "mestres", no "amor cego" dos brasileiros por seus professores. Na maioria das vezes, estes "mestres" só viam no Karate uma forma de subsistência nas terras tupiniquins.
Uma verdade é que, o Karate-do Brasileiro foi construído com esforço e empenho unicamente destes brasileiros que pagaram (e ainda pagam) o preço do aprendizado. Muitos e muitos professores (brasileiros notórios desconhecidos) construíram o karate-do deste imenso país às duras penas e pouco (ou nenhum) reconhecimento obtiveram.

A HISTÓRIA É AMPLA, ESCREVER SOBRE ELA É TEMERÁRIO.

No sentido de contribuir, falo a ti, que se não viveste a história SUANDO o Karate-gi nos últimos 40 ou 50 anos, não terás fonte fidedigna.

Verdade seja dita (qual verdade?)
« Última modificação: Março 17, 2020, 12:26:34 por Horussokar »

Offline PSekiMG

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Re:Karate no Brasil (um embróglio)
« Resposta #2 Online: Março 26, 2020, 23:13:01 »
Osu!

Eros

Muito provavelmente não conheço 1/10 do que o Horussokar sabe sobre o Karate-Do no país e certamente ele está certo em ocultar seu nome ou nick, mas uma coisa posso dizer também: existem muito mais mitos e lendas sobre estas pessoas do que história de fato.

Como obteve este recorte?
Bem interessante.

Osu!
A força física sem respeito nada mais é que força bruta, e para os seres humanos não tem nenhum valor ― Shoto.

Offline Eros José Sanches

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Re:Karate no Brasil (um embróglio)
« Resposta #3 Online: Abril 01, 2020, 23:34:43 »
Obrigado Sensei Horussokar e Sensei PSekiMG!

Então... tenho minha historinha no Karate-do, mas não chega perto da de vocês. Sou um historiador autodidata com alguns livros de história já publicados. Tenho alguma experiência em pesquisa.

Mas...

Há uma certa desmotivação baseado nesse "nunca saberás a verdade". Não só do Karate-do, mas de tudo que é escrito. É fato! Nenhum historiador deseja (por ser impossível) reproduzir com exatidão a história. Mas é exatamente por não ser bem pesquisada e por ser mal escrita que não temos nada.

Depois que publiquei essa post aqui aconteceu uma mudança muito rápida e muito significativa nas pesquisas. Consegui ter acesso a alguns atores dessa história e aí, com seus muitos depoimentos (estou quase doido de tanto transcrever áudios) estou costurando a origem da nossa história (bem feia por sinal, mas muuuuito humana). Inclusive essa aí do recorte de jornal.

Foi por isso que só agora, desde o dia que criei esse tópico, voltei aqui. O bicho tá pegando de trabalho.
Bom, o objetivo desse tópico já foi sanado.

Sensei PSekiMG, esse recorte me mandaram há muito tempo. Eu não estava nesse capítulo no livro e acabei negligenciando a origem dele. Mas, me parece que foi disponibilizado via facebook ou whats em algum "grupo de meu deus". De qualquer forma, essa dúvida está sanada.

Peço a paciência dos amigos, pois não seria inteligente a nível de marketing revelar algumas tramas mais ocultas para não queimar as informações antes da publicação do livro.
Devo criar um tópico só para o livro em breve. Tenho certeza que surpreenderá...

Sensei Horussokar, estou precisando do seu depoimento. Me procura no privado.  :D
Osu!
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Offline Gustavo-RJ

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Re:Karate no Brasil (um embróglio)
« Resposta #4 Online: Abril 02, 2020, 08:29:19 »
Eu posso garantir que esse livro será o máximo, tenho acompanhado de longe sua confecção.

Tb sou karateca da decada de 70, aluno do Takeuchi e por exemplo tenho algumas historia que presenciei.

Sensei Eros tem como fonte de consultas "historicas" alguns ícones do karate paulista e carioca. Talvez, Horussokar, vc pudesse ser um deles com sua experiencia.
"Ai se eu te pego, ai, ai."
Gustavo-RJ

Offline PSekiMG

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Re:Karate no Brasil (um embróglio)
« Resposta #5 Online: Abril 03, 2020, 15:43:05 »
Osu!

Eros Sensei,

Citar
Nenhum historiador deseja (por ser impossível) reproduzir com exatidão a história. Mas é exatamente por não ser bem pesquisada e por ser mal escrita que não temos nada.

Estas palavras soaram como uma estaca batendo forte no chão seco - uma pancada verídica e factual. Contudo, tenho certeza que seu empenho amenizará o ruído que encontramos hoje na história nacional do Karate-Do.

Ansioso pela publicação.

Osu!
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