Autor Tópico: Para uma Pedagogia do Karate-do (ARTIGO)  (Lida 1053 vezes)

Offline Vinteedois

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Para uma Pedagogia do Karate-do (ARTIGO)
« Online: Novembro 08, 2010, 16:26:22 »
1. TRADICIONALISMO VERSUS CIÊNCIA

Originalmente tudo está bem (tal como é).
Originalmente não somos nada (tal como somos)

Hôgen Daidô


No início reinava a magia.

Era o desconhecido, o deslumbrante, o quase impossível: era o reino dos truques, transmitido por uma linguagem espectacular e aliciadora que era apanágio apenas de uma elite.

Era uma imagem sedutora.

A imagem publicitou-se e alastrou captando novos adeptos.

A prática começou a desenvolver-se agarrada a conceitos tradicionalistas e empíricos, ficando por estudar, por definir e até compreender toda a materialidade que une permanentemente o visível - aquilo que se apresenta - e o invisível - o que é necessário para se chegar àquela apresentação - recorrendo somente ao acessível aos sentidos.

Mostrar uma prática que parecia imbuída de forças provenientes do além era suficiente para admitir a sua autenticidade sem se colocarem interrogações sobre os seus antecedentes sobre os mecanismos da sua acção. Realizar essa prática tratou-se de uma experiência que conduziu o pensamento para fora de todo o esquema racional fazendo com que a imitação e a coincidência fossem tomadas como prova de verdade.

A nossa experiência no Karate-Do, devido à acção de alguns neófitos intitulados "Mestres", partiu de verdades reveladas, nunca justificadas, mas em que tínhamos de acreditar. Apresentou-se como uma prática dogmática e intransigente, camuflada aqui e ali por um espírito pseudo-científico, muitas vezes com finalidades utópicas.

A acção desses "Mestres" fez do Karate-Do um exercício lógico sistematizado que avançou através de desenvolvimentos escolásticos. Pretenderam descobrir e evoluir com uma prática demasiado ortodoxa, repetitiva e estagnante. Fizeram com que o Karate-Do adquirisse uma nova roupagem transformando algumas das suas componentes, sujeitando-as a regras para lhe chamarem competição, pressupondo explorá-lo como desporto.

É urgente desmistificar o Karate-Do.

É urgente transformar o Karate-Do num método científico já que o Karate-Do terá de formar homens física, técnica e mentalmente Homens, assim como terá de formar homens humanamente Homens.



2. MESTRE VERSUS PEDAGOGO

Que deve conhecer o professor de latim que ensina o João?
- O professor efectivo responde: o latim;
- Um pedagogo responderia: o João.

Georges Mauco


Ao contrário do que a maior parte de nós imagina, o termo "Sensei" não significa "mestre". Decompondo etimologicamente a palavra, "Sen" significa "antigo, que se antecipou", enquanto "sei" está imbuído do conceito de "existência, pureza". Logo, "Sensei" é aquele que existe antes de nós em determinado campo e que detém uma existência pura, exemplar.

Os japoneses chamam Sensei aos seus pais, ao seu médico, ao seu professor... e dentro das Artes Marciais o título de Sensei é aplicado àquele que ensina como verdadeiro pedagogo, àquele que forma, àquele que se situa verdadeiramente dentro da via - daí a existência do termo "Do".

Entre nós é comum chamar-se "Sensei" ao instrutor que ensina num Dojo e muitas vezes chama-se "mestre" ao todo poderoso da sua Associação.

O estatuto de Sensei não se adquire só no Dojo em relação à prática e ao ensino, nem só por esta ou aquela graduação. O estatuto de Sensei conquista-se principalmente pelas atitudes e experiência de vida no dia a dia. Pelos exemplos que conhecemos de muitos dinossauros do Karaté-Do, concluímos que andamos a chamar erradamente de "Sensei" a muita gente...

Aquele que pura e simplesmente transmite a sua técnica, aquele que ensina o que lhe ensinaram e que faz com que os seus alunos o imitem não é um Sensei. Aquele que não tem um comportamento digno, honesto, ética e deontologicamente exemplar fora do Dojo, não pode ser chamado de Sensei.

No entanto estamos fartos de ver "Mestres" que não passam de discos partidos e que fazem dos seus alunos papagaios...

"Não se ensina o que se sabe ou o que se julga saber; ensina-se o que se é."

"Qualquer método pedagógico vale o que valer aquele que o aplica."

Os que examinam pelo simples facto de angariarem fundos, para si ou para a sua Associação, ou para justificarem a subida de graduação dos seus subalternos apresentando "quadros" (com progressão rápida dentro da "carreira" ostentando altas graduações) não podem visar o título de Sensei. Muito menos quando examinam e aprovam! Sem esperarem que os examinados adquiram conhecimento e experiência, e façam progressos. De certeza que esses "Mestres" não conhecem a história do rei que sabia esperar a hora apropriada para ordenar ao sol que se escondesse claro que era sempre obedecido!

Aquele que se serve dos alunos em vez de os servir e que sobre eles exerce a sua autoridade, esquecendo-se que "o que a torna válida não é a categoria da pessoa que a exerce, mas o facto de estar ela própria, a despeito, às vezes, das aparências, ao serviço dos interesses daqueles sobre quem se exerce " encontra-se longe de ser um Sensei.

São estes "Mestres" que têm vinculado o ensino do Karaté-Do entre nós. Um ensino mais simplista que experiente, mais moralista que moral, mais imitador e empírico que criativo, mais demagógico que científico.

Isto, porque os "Mestres" que temos são mais pedagogistas que pedagogos, ou talvez pedabobos...

Foram eles que transformaram uma arte de formação integral da personalidade humana numa amálgama de actividades orientadas para dois pólos: competição e exames de graduação.

Pergunta-se: (Não haveria Mestres sem Dan?).


3. COMPETIÇÃO VERSUS FORMAÇÃO

Desporto e pedagogia se os juntassem como irmão esse conjunto daria verdadeiros cidadãos? Assim, sem darem as mãos o que um faz, outro atrofia.

Sendo a vida diária uma competição, não é desajustada a competição como forma desportiva, mas sim o seu conteúdo e a maneira de se exercer essa competição, assim como o modo de se situar dentro dela.

É necessário transformar a competição num acto pedagógico. É necessário não por em jogo as taças e as medalhas, mas sim o procurar constante do aperfeiçoamento e da superação dos próprios atletas.

E se se pretende um desporto completo, formativo, não poderá haver dicotomia entre Kata e Kumite (o ginasta faz tapete, argolas, paralelas, etc.). Os lugares alcançados pelos atletas deveriam ter em conta estas duas provas, o que passaria por eliminar os especialistas numa só modalidade. Isto pressupõe um novo modelo de competição onde, a nível individual, o lugar alcançado seria o somatório entre as duas provas executadas pelo mesmo atleta. E porque não incluir, à semelhança dos outros desportos (ginástica, patinagem no gelo, etc.) uma prova que seria um misto de Kata e Kumite, talvez um Jyu-Ippon-Kumite ou uma Bunkai Kata, a qual seria atribuída uma nota técnica e uma nota artística que também contribuiriam para esse somatório? A nível de equipas, não poderiam ser os três elementos de Kata os três elementos de Kumite? Não poderia ser a pontuação final da equipa o somatório destas duas provas?

Claro que se pode contestar que haveria uma menor participação de atletas num campeonato, que haveria uma maior sobrecarga dos mesmos, que passaria a haver um elitismo maior do que o que já existe, que no aspecto do treino se teriam de profissionalizar.

Atletas e Treinadores, e mais um sem número de objecções...

Mas pergunta-se: Não haveria atletas mais completos? Não se treinaria com outros métodos o outros objectivos? A nível de público, não seria mais rico o espectáculo? A competição não estaria assim mais perto do verdadeiro espírito do Karate-Do?



4. EXAMES VERSUS AVALIAÇÃO


Três coisas pedimos à vida: a coragem de mudar o que pode ser mudado; a humildade de aceitar o que não pode ser mudado; a inteligência para distinguir uma coisa da outra.

Provérbio Chinês


Todos nós fomos habituados a ver as diversas cores dos cintos dos praticantes de Karate-Do. Sempre nos disseram que foram instituídas porque o espírito ocidental necessitava de um estímulo, de um incentivo... mas poucas vezes as graduações nos foram apresentadas como representando uma competição connosco próprios ou como a superação de determinadas dificuldades e o atingir de certos fins.

Têm sido as graduações apresentadas como sendo uma promoção e uma recompensa esquecendo-nos que "a recompensa é, tanto como o castigo, uma sanção." (4)

Até hoje, nunca vimos um cinto servir senão para manter o casaco do Gi fechado... embora haja pessoas a quem o cinto suba à cabeça! Deveriam usá-lo como um "hachi-maki"...

Há que discernir entre o atribuir-se/conquistar-se uma graduação e o realizar-se um exame de graduação.

"Prémios demasiado frequentes indicam ao general estar no termo das suas capacidades; castigos demasiado frequentes indicam estar profundamente aflito." (5)

Um exame devia pretender ser uma avaliação pontual de conhecimentos técnicos, práticos, físicos e até mentais e éticos e uma observação sobre atitudes e decisões face a novas situações. No entanto os exames não são sequer uma comparação em relação ao caminho percorrido, não só do seu Dojo, mas também da sua Associação e do seu Estilo e muito menos em relação aos praticantes do resto do País.

Os exames, só tem servido para atribuir uma graduação ou passa ou reprova; os exames têm servido só para verificar as aptidões do aluno e para observar e realçar as suas dificuldades e, mediante um juízo, muitas vezes subjectivo, atribuir-se ou não uma graduação.

Há que discernir entre exame e avaliação.

Uma avaliação correcta deverá ser formativa, sistemática e contínua, sendo aferida em relação à planificação elaborada, ao programa existente, ao cumprimento dos objectivos a alcançar e à prática realizada, traduzindo-se essencialmente num juízo globalizante e fundamentado em dados inquestionáveis.

Só depois de uma avaliação correcta se pode aceitar o conceito de graduação e sua validade.

Quantos Mestres conhecemos que foram graduados sem serem submetidos a exame de graduação e sem passarem por todas as graduações? Quem examinou aqueles que detêm actualmente o 10º Dan, ou mesmo o 9º Dan?

A graduação não se dá nem se compra: a graduação conquista-se, mesmo que ela não exista, por mérito próprio.

A graduação é um vínculo que se estabelece entre Mestre e aluno daí o conceito de Giri...

E aqui levanta-se a questão: pode um 5º Dan graduar um aluno 4º Dan ou mesmo 5º Dan? Problema semelhante ao do professor que se recusa a dar um 20, porque se lho der este saberá tanto como ele...

Como dizem os japoneses, pobre do Mestre que não tenta que o aluno o supere, mas ai do aluno que não se esforçar por ser melhor que o seu Mestre duas atitudes raríssimas entre nós! O "Mestre" porque continua sempre a ser o detentor da verdade absoluta, imutável mantendo uma presença omnipotente, no seu pedestal. O aluno, na sua ingenuidade e na sua idolatria pelo "Mestre", basta-lhe ser igual a este. Atitudes, essas sim, que criam um ciclo reprodutivo (o aluno vai-se construindo à imagem do mestre até ser também divinizado) embora de nível decrescente e de qualidade cada vez mais inferior.

Servem então os exames de graduação para criar uma hierarquia onde há dominantes e dominados a qual vai sendo estabelecida em duas ou três horas, de três em três meses muitas vezes à porta fechada e somente para justificar essa hierarquia, espaço de tempo mais que insuficiente para analisar com consciência os principais parâmetros, de cada dos examinados, em que assenta uma graduação: Shin Kororo (espírito, mental), Ghi Waza (técnica, prática) e Tai Harada (corpo, condição física).

Diz-se que a experiência é a madre de toda a sabedoria. Mas com o decorrer dos anos, com a cristalização da massa encefálica, a experiência é muitas vezes, afinal, a madre de todos vícios e de todas as tradições obsoletas. "Quando há chefes incompetentes no campo de batalha, o sangue dos guerreiros é desnecessariamente derramado."

Sem um programa concreto, sem uma planificação baseada em objectivos específicos, métodos científicos e actividades cientificamente organizadas, não poderá haver uma avaliação válida. Sem uma avaliação válida não poderá haver um progresso nem evolução. Chegar-se-á então ao ponto de ruptura, ao descrédito e à frustração, por si difíceis de atingir pois o que é que haja quem acredite no actual sistema... e que continue a haver!

PAGUE-SE O EXAME E RECEBA-SE O DIPLOMA!


5. DIPLOMAS VERSUS REALIDADE
Não são apenas os que são experientes e sábios que têm mestres, os tolos também têm os seus.

Uma Associação legalmente constituída tem a faculdade de poder emitir diplomas e conferir graduações aos seus associados daí o cada "Mestre" (ou mais humildemente Instrutor-Chefe) ser o patrão da sua própria "Universidade".

E dos muitos que vão "beber" a essa "Universidade", uns ficam de tal maneira etilizados que o melhor remédio que encontram para a ressaca é não saírem da bebedeira; outros, ao constatarem o modo como essas bebidas estão inquinadas e que afinal o "Mestre" não passa de uma "Rainha de baile" resolvem bater com a porta...

O valor desses "Mestres" é confirmado não pelo número de cintos negros que forma (ou disforma) mas sim pelo número daqueles que com ele permanecem desde o início e que consigo continuam.

E aqui se levanta mais uma questão: quando se rompe o Giri, quando há uma cisão, de quem é a responsabilidade? De quem detém o poder ou o dissidente?

O aluno é diplomado de Kyu em Kyu, de Dan em Dan, e mais tarde torna-se o próprio "Mestre". Mas isto aconteceu simultaneamente com mais 7, 8 ou 9 colegas seus. E o ciclo irá repetir-se eternamente... (já imaginámos que se cada 11 jogadores de uma equipa de futebol todos abraçassem a carreira de treinador no fim da sua vida de atletas, teríamos mais treinadores que jogadores?) até que daqui a uns anos, quando desaparecem os barões que polulam no nosso País, esses 7, 8 ou 9 "Mestres" andarão às cabeçadas para saberem afinal qual é o digno sucessor modelo mais uma vez reprodutivo daquilo que se passa no Japão.

Em Roma, os gladiadores dividiam-se em duas espécies: os vitoriosos e os mortos.

Os vitoriosos eram-no apenas até ao combate seguinte, onde tudo se iria jogar de novo. Os derrotados, não tinham sido mortos pelos seus colegas, eles também escravos, mas sim pelos senhores, ávidos de espectáculo, que se sentavam nas bancadas a aplaudir, saboreando em delírio o sangue derramado.

Mas o último gladiador, o vencedor de todos os combates, sabia que se não se pudesse sentar na bancada dos senhores, não teria ganho mais do que a incerteza de novos combates.

Haverá então, para que esses "Mestres" se sentem na bancada dos senhores, o recorrer ao currículo, aos estágios, aos títulos, aos diplomas...

Muitos desses "Mestres" chorariam amargamente o seu infortúnio, se lhes destruíssem os diplomas e os respectivos registos (se é que existem). Se nenhum panfleto comprovativo das suas qualificações pudessem exibir, talvez emoldurado numa parede do Dojo, perante os seus aduladores, os seus súbditos, seria um autêntico desastre.

Contudo, outros haveria a quem isso pouco incomodaria: os verdadeiros Mestres, pedagogos, técnicos e investigadores permanentes. Para estes, o canudo serviu apenas para satisfação de amigos, vizinhos e familiares e para preencher os requisitos de uma sociedade burocratizada. A esses, a ausência de diploma nada significaria. O seu diploma genuíno está dentro do seu cérebro, no seu sangue, na sua prática, no repetir o que sabe e, consequentemente, a ser mais enriquecido e mais qualificado. O pergaminho de caprichosa letra gótica ou de caracteres orientais rendilhados, será mais considerado como uma fronteira, uma metafísica a ultrapassar.

Há praticantes, verdadeiros Mestres, que há muito enriqueceram o que e como lhes foi ensinado, sobrepondo a essa prática e a esses conhecimentos, outros de valor mais profundo, actualizado e eficiente.

Entretanto, existem os que deixam ficar a contemplar, refastelados, o venerado "papiro" encaixilhado com penas de pavão, lisonjeando-se narcisísticos do "esforço dispendioso" (nunca em quantidade investida) para alcançar tão precioso galardão. A diferença entre estas duas classes de técnicos é abissal!

Uns quedam-se satisfeitos com a sua omni-sapiência, com a sua poltrona na bancada dos senhores quando afinal não passam de escravos do diploma!

Os que pretendem evoluir (talvez até nem tenham brilhado muito) possuem em si o dom da persistência indómita e, ao invés dos acomodátícos, praticam, estudam, aperfeiçoam-se, ensinam, trocam experiências, investigam e, ao contribuírem eles próprios para esse avanço técnico, são dignos de serem tratados por Sensei (sem necessitarem do Dr. antes do nome ou de títulos como Renshi, Kyoshi, Hanshi ou Shihan).

Estar preparado para demonstrar as suas aptidões e capacidades, mesmo que esse momento nunca aconteça, é um misticismo superior, que, ou se nasce com ele, ou se alcança após muitos anos de esforço e coloca esses praticantes num estádio superlativo.

Se só raciocinarmos em termos de binómios de trabalho recompensa, mais esforço prémio especial e produção excepcional consagração e glória, então é porque o nosso esquema mental já está petrificado e é de facto o mundo que gira em torno do nosso "Eu".

Um indivíduo que possui os cromossomas do sublime e da busca da verdade procura constantemente evoluir, aplica-se e aperfeiçoa-se para poder contribuir em prol dos que o rodeiam, em oposição aos que, encerrados na sua casca de ostra, esperam obter administrativamente benesses e fama graças aos louros que lhe foram concedidos.

Abstrair-se dos diplomas, despojar-se da graduação, é prova de independência, de uma vivência pura, de uma experiência sã e honesta, de valor intrínseco, mas só pode ser tornado realidade por aqueles que estão constantemente a valorizar o seu arquivo interior e a compartilhá-lo.

O substrato desse activo (o tal que nem a traça corrói, nem os ladrões roubam ou o fogo destrói) avança, ele próprio, rumo ao que é superior e inalienável.

Ignoremos pois os Diplomas! Encaremos a realidade!
 

Por: Armando Inocentes

Artigo publicado na revista «Bushido - Artes Marciais e Desportos de Combate», respectivamente no n.º 68 de Novembro de 1995 e no n.º 69 de Janeiro de 1996 (pp. 9-11).
DENUNCIE A PEDOFILIA! (disque "100")
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("às vezes é melhor ficar calado e deixar que pensem que você é um idiota, que abrir a boca e não deixar nenhuma dúvida" - autor desconhecido)

Offline Vinteedois

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Re:Para uma Pedagogia do Karate-do (ARTIGO)
« Resposta #1 Online: Novembro 08, 2010, 16:33:17 »
Só pra deixar claro: eu não tenho nenhuma moral, nem a menor competência pra divagar sobre os assuntos tratados no texto, sei muito bem meu "grau" de insignificância nesse universo tão vasto e complicado do karate-do e das artes marciais como um todo.

Não tô aqui dando lição de moral em ninguém, até porque boa parte do conteúdo desse texto, se aplica perfeitamente a mim mesmo...

Mas independnetemente das minhas idiossincrasias, não posso deixar de compartilhar esse texto, que particularmente achei fantástico.
Esse texto é um tapa na cara, de muita gente, e pra muita gente (eu me incluo no meio) é impossível não se identificar ou lembrar de alguém ou uma situação específica.

Sem mais.. o texto é longo, mas leiam e tirem suas próprias conclusões... vou até falar: Oss!
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sandraherbst

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Re:Para uma Pedagogia do Karate-do (ARTIGO)
« Resposta #2 Online: Novembro 12, 2010, 00:54:24 »
Oss 22,
Acho que me enganei com vc.
Vc é  um sujeito com alma bonita por trás de um avatar muar.
Grande 22, que revelação !
Alma, cérebro e, quem sabe, até Karatê em um "eqüino" orelhudo.
Gostei !
Oss
 ;)


Offline Ilson MSP

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Re:Para uma Pedagogia do Karate-do (ARTIGO)
« Resposta #3 Online: Novembro 12, 2010, 01:47:32 »
Oss

   Interessante o artigo, vou imprimir e ler com muita calma para não discorrer em bobagens ao fazer algum comentario sobre o mesmo!

Oss
"Só sei que nada sei" (Sócrates)

A. HIGINO

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Re:Para uma Pedagogia do Karate-do (ARTIGO)
« Resposta #4 Online: Novembro 12, 2010, 10:14:00 »
OSS...

É muito fácil falarmos sentados em trono farto do passado do Karatê-Dô e do certo ou errado que envolve essa Arte.
Nenhum desses intelectuais jamais sentiu ou virão a sentir a sensação do perigo real vivenciados por aqueles que através de Guerras puseram em pratica o Karatê-Dô para medirem a sua eficiência.
No entanto, se dão ao direito de dizer o que é “certo ou errado” “fantasia ou realidade” vivendo em tempos de paz.
Gostaria de ouvir esses mesmos comentários em tempos de guerra, aonde só se cultiva o que é eficientemente mortal.

Agora o que você quer ouvir?!

Lembrem-se:
Para primeiro construir uma “nova imagem” precisa-se antes destruir a “antiga”.
E não importa se a imagem antiga seja melhor que a nova, o que interessa são os novos interesses.

Para exemplificar a afirmativa exposta acima vou fazer uma analogia:

Hoje nós temos uma forma de alfabetizar conhecida como método CONSTRUTIVISTA.
Pergunte a qualquer Professor Construtivista o que ele acha do método TRADICIONALISTA?
A resposta será a pior possível!

Não sou especialista na área, mas sendo casado com uma Professora Construtivista sei que esse método é muito eficiente.
No entanto, quando se tratar de preparar alguém para os concurso e vestibulares da vida o método Tradicionalista é imbatível.

Um prima pela eficiência pura! (TRADICIONALISTA)
O outro prima pelo aproveitamento de tudo! (CONSTRUTUVISTA)

Compreenderam?!


OSS...
« Última modificação: Novembro 12, 2010, 10:16:17 por A. HIGINO »